Como o cérebro controla as crises: o equilíbrio entre freios e aceleradores 

Um sistema em equilíbrio: a chave para entender a epilepsia

Publicado em: 31 de março de 2026  e atualizado em: 31 de março de 2026
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Estima-se que mais de 50 milhões de pessoas no mundo convivam com a condição, tornando-a um dos distúrbios neurológicos mais comuns. Apesar disso, estudos indicam que até 70% dos pacientes podem levar uma vida ativa e produtiva quando recebem tratamento adequado.1,2 

Para entender a epilepsia, é importante compreender como o cérebro regula sua atividade elétrica, um sistema que funciona como um equilíbrio entre “freios” e “aceleradores” neurais.1,2  

O equilíbrio elétrico do cérebro 

O cérebro funciona por meio de impulsos elétricos entre neurônios, controlando pensamentos, movimentos e sensações. Em condições normais, esse sistema mantém um equilíbrio entre sinais que estimulam a atividade cerebral (aceleradores) e sinais que a inibem (freios).1,2 

Quando esse equilíbrio é alterado, pode ocorrer uma atividade elétrica anormal, que desencadeia uma crise epiléptica.1,2 

Essas crises podem se manifestar de diferentes formas: 

  • Crises convulsivas, com movimentos involuntários, como rigidez muscular e tremores;
  • Crises não convulsivas, por exemplo, caracterizadas por alterações de consciência ou comportamento.

Oque pode desregular esse sistema

Diversos fatores podem interferir nesse equilíbrio elétrico do cérebro. Entre as causas mais comuns da epilepsia estão:1,2 

  • Alterações genéticas, que afetam o funcionamento dos neurônios;
  • Lesões cerebrais, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral;
  • Infecções do sistema nervoso central, que podem comprometer a atividade cerebral.

Em alguns casos, porém, nenhuma causa específica é identificada, o que mostra a complexidade da doença.1,2  

Impactos além da atividade cerebral 

Embora as crises sejam o aspecto mais visível da epilepsia, os impactos da doença vão além do funcionamento do cérebro. Muitas pessoas enfrentam estigma social, discriminação e barreiras no acesso ao tratamento, fatores que podem afetar significativamente a qualidade de vida.1,2
 
Na América Latina e no Caribe, mais da metade das pessoas com epilepsia não recebe atendimento adequado de saúde, o que dificulta o controle das crises e aumenta os riscos associados à doença.

Além disso, a epilepsia está ligada à maior morbidade e mortalidade, tanto por causas diretas, como o estado de mal epiléptico, quanto por fatores indiretos, como traumas e comorbidades psiquiátricas.1 

A importância do tratamento e da informação 

O controle das crises depende de diagnóstico adequado, acesso a medicamentos anticrise e acompanhamento especializado.  

Organizações como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) têm reforçado a importância de políticas públicas e programas de atenção à epilepsia para ampliar o acesso ao tratamento.1,2 

Com informação, acompanhamento médico e tratamento correto, é possível controlar as crises em parcela significativa dos pacientes e melhorar a qualidade de vida das pessoas com epilepsia.1,2  

Referências: 
1. World Health Organization (WHO). Epilepsy. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/epilepsy. Acesso em: 16 mar. 2026. 
2. Pan American Health Organization (PAHO). Epilepsy. Disponível em: https://www.paho.org/en/topics/epilepsy. Acesso em: 16 mar. 2026. 

Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte sempre seu médico.
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